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11.6.12

"É complicado estar só...

Quem está sozinho que o diga
Quando a tristeza é sempre o ponto de partida
Quando tudo é solidão
É preciso acreditar num novo dia"

Legião Urbana - Natália

Há momentos em que fraquejamos. Sentimos vontade de desistir, jogar tudo para o alto e ficar apenas olhando para trás.
Nos apegamos aos detalhes, as fases, aos desafios e obstáculos do passado. Nos apegamos as pessoas, aos amores e aos amigos que já não fazem mais parte de nossas vidas. Procuramos no passado algum conforto, algo que nos remeta a uma felicidade partilhada. Buscamos nas lembranças aquilo que pensamos faltar hoje. 
Tentamos encontrar a felicidade nas realizações, no trabalho, no amor...Esquecemos que ela depende das nossas escolhas, da nossa perspectiva, do nosso equilíbrio particular. Esquecemos que a felicidade não dura para sempre. Neste caso, o para sempre realmente não existe. Podemos nos sentir felizes por um momento, por alguns minutos, por horas, até dias.  Mas, estar feliz exige dedicação em tudo que fazemos, exige que transformemos cada instante em uma conquista, que aproveitemos cada segundo. Não estamos prontos para isso. Não queremos estar felizes, queremos ser felizes. Por isso, é tão complicado encontrarmos a felicidade também nos momentos de solidão. 
É difícil estar só, machuca, é duro, nos desestabiliza. Afinal, acreditamos, desde criança, que precisamos encontrar um parceiro. Nos ensinaram que dois é melhor do que um e que juntos somos mais fortes. Por isso, perdemos as forças quando temos que caminhar sozinhos. Perdemos o rumo. Achamos que não somos capazes de seguir em frente. Fazemos isso porque não nos basta estar só. 
Talvez seja esse o nosso erro: projetar nas pessoas aquilo que esquecemos de procurar em nós mesmos.


21.3.12

Seus olhos gentis

Foi um estalo. De repente eu me peguei te olhando e não era mais como antes. 
Ainda não sei o que é, nem sei se é alguma coisa. Mas, é diferente.

Quando consegui acalmar minha intensa saudade, você me fez sorrir de contentamento. Ao passo que a minha mente ficou perdida. Perguntando-se onde aquele pensamento poderia chegar. 
Você esbarrou suas mãos macias nas minhas pernas e ali permaneceu. Abraçou-me num tropeço, como perfeito desajeitado que é. Inocentemente, encostou seus lábios em meu rosto e me despertou. Você transborda esse sentimento em cada olhar, cada palavra, cada gesto. Mesmo que eu não quisesse sentir, é inevitável me deixar levar pelo seu carinho. 
Mais uma vez, encontro-me em meio a uma guerra cujas batalhas ainda não perdi. Mas, tenho consciência de que estou fadada a fracassar. Seja por viver isso, por fugir ou por acordar diante de outro sentimento. Não quero me ferir. Não quero ferir ninguém.

4.3.12

Aquele que eu perdi


Como eu poderia não dizer? Ele estava ali, diante de mim, pedindo que eu dissesse. Quase implorando que eu tomasse uma posição, com os olhos marejados de urgência. Eu disse. Mas, deveria ter esperado um momento em que minhas emoções passadas não atrapalhassem mais meu presente. Não dizer é a melhor opção, caso você não tenha certeza do que sente. A verdade, implícita nesse eterno silêncio, pode machucar. No entanto, machucará menos do que a mentira.
Não importa quanto tempo passe, ela permanece viva... incomodando. Mesmo a menor das mentiras, mesmo a mais inocente delas, não vai embora.
Eu dizia tantas vezes que quase cheguei a acreditar. Minto - isso está virando um hábito -, eu acreditei.
Quando já não mais me importava em dizer, repetir, sussurrar, gritar... Ele percebeu. Percebeu e foi embora. Deixou seu sentimento sincero comigo e levou a pior das lembranças. Guardou a mentira em seu peito e até hoje, penso que ainda não cicatrizou. Ele seguiu e me deixou aqui sozinha, lutando contra a mentira ou contra a verdade. Já não sei mais.

Sigo, leio e recomendo!