25.4.11

Freedom















Acordei com aquela sensação estranha de estar encurralada.
Encurralada por mim mesma, por meus próprios pensamentos e escolhas.
Sinto-me presa.
Presa dentro das minhas normas, regras e limites.
Quero tanto controlar tudo, que acabo perdendo o controle.


1.4.11

'Um belo dia resolvi mudar...'

O ser humano é inconstante, mutável, metamórfico.


Da janela do ônibus eu via. Via além dos carros apressados, das senhoras distintas cheias de sacolas nas mãos, das linhas de expressão daqueles com muita história pra contar, das tendências expressas nas vitrines, dos risos adolescentes, dos olhares distantes. Eu via pessoas, indivíduos que na manhã seguinte acordariam diferentes. Se melhores ou piores, não sei dizer, mas com certeza diferentes estariam. Talvez as senhoras não fossem mais tão distintas, as histórias não fossem contadas, as tendências fossem outras, os risos fossem lágrimas... E os olhares? Esses permaneceriam distantes, aconchegados em outro plano. Aquele em que se pode sonhar, refletir, construir, ser. Sem limites, restrições ou pudor, podemos ser o que desejarmos ser.
E nessa brincadeira de metamorfose é que construímos nossa identidade. Se é que existe mesmo uma. Talvez apenas construamos a nossa, para mais tarde a derrubarmos e construirmos tudo outra vez. Aplicamos em nosso dia a dia os nossos pensamentos conturbados, nosso cáos interior. Fazemos de nossas atitudes espelhos da nossa loucura, aquela que fica escondida atrás dos nossos olhos.
Essa é a constância da vida humana, mudar a cada episódio, momento, crise, revelação. Renovar-se, superar-se, evoluir.


P.s.: E o que pensamos por trás dos nossos olhares longínquos?

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Sigo, leio e recomendo!