27.12.09

Minuto a minuto...

Parte 3! - the end
Ou talvez estivesse confusa demais para distinguir imagens, analisar pessoas.
Decidi segui-la. Na verdade, uma força maior do que eu me empurrava para o caminho que ela percorria.
O labirinto apresentava armadilhas que eu conhecia muito bem, pois outrora passara por todas elas. E a partir desse momento comecei a entender meu interesse pela garotinha, compreendi a nossa relação.
Ela era eu.
Aquela menina frágil representava exatamente o meu interior durante toda minha existência.
Não digo que tal fragilidade atrapalhou ou ajudou, simplesmente direi que essa característica me transformou no que eu sou, ou era, ainda não sei.
Assistir minhas escolhas assim, de longe, deu-me outra impressão sobre mim. Percebi como fui forte em vários momentos da minha vida, como superei as dificuldades de maneira extraordinária, diante da complexidade de algumas situações; de como enfrentei problemas e pessoas com tamanha valentia que cheguei a me surpreender. E pude notar algo ainda mais grandioso... Em todos esses obstáculos pelos quais passei, diante de todas as tristezas e alegrias com as quais me deparei, tive um alicerce, uma proteção embasada única e exclusivamente em me fazer feliz.
Lamento não ter esse conhecimento antes de perder tamanha oportunidade: a vida.
Contudo, posso imaginar que, como muitas vezes minha mãe disse, valorizei o que havia de mais importante e precioso apenas quando perdi.
Esse alicerce, essa proteção ou, simplesmente, esse Deus; esteve ao meu lado sempre que precisei. E ainda, quando o menosprezei, quando perdi as esperanças e me tornei uma descrente, ele esteve ali.
É realmente muito plausível que meros humanos como nós não entendam nesse plano mundano tamanha divindade. Dou-lhe esse nome não por ser mais ou menos do que a humanidade, mas sim, por ser sábio.
Talvez ''ele'' não seja alguém com quem podemos conversar, tomar um chá a tarde ou chorar no ombro. O vejo como uma fonte de luz em nosso caminho obscuro ou, como diria meu querido pai, uma luz no fim do túnel.
Pensei diversas vezes que as igrejas, os padres e tudo aquilo que os rodeiam fossem uma tremenda balela, que vendessem ao povo uma chama de esperança em algo abstrato, improvável e ilógico, e ainda creio na parte da balela. Porém, aprendi, ao longo da vida, que a maior parte das ações humanas não possuem lógica ou fundamento, agimos de acordo com nossos próprios interesses e aspirações, fingindo em alguns momentos se importar com elementos significativos. No final da história, somos todos um bando de egocêntricos.
Dessa maneira, nenhum ser vivo ''racional'' possui discernimento suficiente para representar algo que está em cada um de nós. Afinal, não é necessário buscar em outros um sentimento que está incluso em nosso pacote, o amor.
Defendo sim que precisamos nos unir para buscá-lo em momentos de fraqueza, para que sintamos a energia de todos a nossa volta e, dessa forma, consigamos um feixe de direcionamento.
Para mim, é besteira nos preocuparmos tanto com o que acontece após a morte, se encontramos as respostas, se teremos um instante de seu tempo para sanar nossas dúvidas carnais. Pois, no meu credo, ele é um sentimento, o mais forte, puro e sincero deles. Se termina junto conosco, eu ainda não posso dizer. No entanto, usufrua desse bem, desse alicerce o máximo que puder, pois assim, jamais estará desamparado.
Agora, cheguei ao final do labirinto. Este, me ensinou muito do que eu deveria ter aprendido enquanto era tempo. Porém, pude perceber que era mesmo a minha hora, que vivi da única maneira possível diante das circunstâncias e que tudo valeu a pena!
Finalmente, o meu adeus...
And now, the game really over for me.
P.s.: Para você que chegou agora no blog e não tem ideia de onde achar as outras duas partes ou está com preguiça de procurá-las, farei a bondade de disponibilizá-las aqui e aqui! :*

23.12.09

My sweet sixteen...

Escondida atrás da maquiagem,
Do salto alto,
Do sorriso estampado no rosto.

Festeja para que não notem
Quão infeliz ela é
Sorri para que não percebam
Sua vontade de gritar,
De chorar,
De sumir.

E é assim que finge suportar
Sua maior perda:
Um pedaço de si mesma.


13.12.09

Longe


A incerteza do amanhã,

A busca por uma solução,

O castigo da solidão,

Me entristecem pela manhã.


O amor que não morreu

A espera da visita.

A mulher que aqui habita,

Pede um abraço teu.


A voz que cala

A confusão que atormenta;

O carinho que acalenta,

O perfume que exala.


O toque que acalma,

O olhar profundo,

A luz na escuridão do mundo,

Traz a saudade que guardo em minh'alma.

Ocorreu um erro neste dispositivo

Sigo, leio e recomendo!