22.1.10

Aquilo que acabou, e fim!

''Não, definitivamente não! É impossível que isso esteja acontecendo comigo!
Ele é folgado, mal educado, acefalado, perturbado, desarrumado e muitos outros ''ados''! Simplesmente me recuso a estar apaixonada por ele!''

Foi em uma sombria e chuvosa tarde de outono que a minha vida mudou completamente. E, talvez, essa história boba e pegajosa não lhe chame atenção, confesso que nem a mim chamaria.
Há um ano e meio começara a estudar em um colégio novo. Nada muito atrativo... Professores normais, panelinhas, diretor pirado, coordenador desligado, entre outras características comuns.
Eu, que sempre fui a menina prodígio da família, não era de muitos amigos. Estava preocupada demais com meus afazeres para pensar em algo do gênero.
Nunca me importei com apelidos. Afinal, tive que lidar com inúmeros durante minha vida acadêmica. O primeiro por ter o cabelo diferente, depois por começar a usar óculos, o aparelho também não demorou muito para aparecer e logo me transformar na cdf metálica. Porém, esse é um período que eu prefiro deixar escondido nas lembranças mais profundas da minha alma.
Era o último ano do colegial e, em fim, poderia me livrar daquelas criaturas desprovidas de sonhos e aspirações, e juntar-me a seres humanos mais interessantes.

Apesar do clima estar ótimo naquela noite de sexta-feira, juntei-me aos meus livros na biblioteca, para adiantar um pouco os diversos trabalhos para a semana seguinte.
Sentei-me na mesa de costume e iniciei minha jornada intelectual. Meu nível de concentração estava em sua melhor forma, quando um barulho ensurdecedor atingiu todo o recinto. Levantei levemente meus olhos e avistei uma estante inteira abaixo. Livros e mais livros caídos, jogados, mal tratados. O culpado de tal atrocidade estava ali, bem ao lado.
Não sei explicar o que ocorreu naquele momento. Olhei para ele, e tudo aquilo que havia lido nos romances e que jamais cogitei a possibilidade de ser verdadeiro, atingiu-me subitamente.
Não consegui retirar aquela imagem da minha cabeça, muito menos compreender o que havia acontecido comigo. Ele era muito popular e sempre nos esbarrávamos entre ou durante as aulas. Por que de repente ele simplesmente resolveu grudar em meu cérebro sem previsão para deixá-lo?!
Com o passar do tempo, esse sentimento só foi se intensificando mais e mais. Passava horas a fio planejando argumentos que eu não tinha pretensão de expor.
No entanto, foi na tarde sombria e chuvosa de outono que voltei ao meu eixo.
Eu atravessava a ponte que ligava o pátio a biblioteca, quando um papel amassado me atingiu. Apertei os olhos atrás das lentes para enxergar o autor da brincadeira sem graça. E para minha surpresa, lá estava ele, sorridente como sempre. Desdobrei o papel, e ali encontrei as palavras que me fizeram, finalmente, entender que aquela paixãozinha não iria a lugar algum.
Não lhes diz respeito o que ele disse. Saibam apenas que esse amor que eu pensei sentir, em um determinado momento, expirou.
Os nossos mundos eram completamente diferentes sim. Contudo, não creio que este tenha sido o principal motivo.
Para que haja amor, é necessário reciprocidade, companheirismo, desejo, lealdade e, principalmente, amizade.
Afinal, o que me passou pela cabeça?! Não possuíamos nem o requisito básico...


All Star: Amigo pra todas as horas!

Ele é como o pretinho básico, sempre bom ter um no armário! - ok, admito, eu queria milhares..Mas me contento com dois.
É aquele tipo de acessório que combina com quase todos os looks, não tem erro. Você pode ser roqueiro, patricinha, nerd, estiloso, skatista, cowboy... Não importa, All Star é pra todo mundo, tem pra todos os gostos!
Existem aqueles mais básicos pra quem não gosta muito de se expor e os mais diferentes para os mais ousados. E há quem acredite - me incluo nisso - que All Star fica lindo até com terno!
Confesso que, sem contar as camisetas e a calça jeans, não conseguiram inventar mais nada que pudesse ser usado em todas as idades. Desde o menorzinho da família, até o mais velho.
Ainda há quem pense que All Star é coisa de jovem, e que adulto não pode usar essas coisas. Muito pelo contrário! Os adultos rejuvenecem quando usufruem desse produto magnífico. Aparentam liberdade, modernidade e estilo, a partir do momento que deixam a magia do All Star levá-los a um mundo mais colorido. - ao menos foi profundo.
Não se preocupe com idade, grupo social ou etnia. Você é sim o que você
veste! Não pela marca na estiqueta da sua roupa, pelo preço que pagou na peça ou pelo tênis da moda que utiliza. Mas sim, porque a roupa, os acessórios e o calçado mostram o seu estado de espírito, sua visão de mundo, suas alegrias e anseios.
Não entendeu?! Freud deve explicar!
Brincadeirinha...
Eu acredito que a roupa diz muito do que você é porque o ser humano exterioriza de diversas maneiras coisas que o afligem por dentro. Uns escrevem - como eu -, alguns choram, e outros simplesmente se vestem. É uma maneira de mostrar sua identidade, sua personalidade, suas preferências, apenas com um pedacinho de pano e um cadarço. Ainda não conseguiu compreender?! Tudo bem, tentarei clarear suas ideias.
Quem nunca colocou um moletom folgado para se sentir melhor, para ver se passa a cólica ou só para se sentir mais magro?!
Quem nunca deixou de usar a saia que o ex namorado deu no natal passado, só para não trazer a tona lembranças do canalha?!
Quem nunca passou horas provando roupas para não correr o risco de passar uma imagem errada em uma festa?!
Quem nunca trocou o verde pelo preto só porque brigou com a mãe ou com a melhor amiga naquele dia?!
Quem nunca fez compras em um dia e no outro deu uma olhada nas novas bugigangas e se arrependeu?!


Afinal, venhamos e convenhamos, não podemos ser hipócritas e pensar que o mundo é cor-de-rosa, o Papai Noel coloca os presentinhos na árvore e que o capitalismo não nos pegou de jeito.
Aparência conta muito sim, em qualquer ocasião. O que nos resta é fazer dela a mais parecida com o nosso interior.
Em fim, usem e abusem do All Star!
Fica a dica!

20.1.10

Trinta - A idade do sucesso!

Sejamos realistas, este não é um blog padrão. Aqui tem de tudo. - crônicas, poemas, contos, dissertações e afins.
Escrevo o que quero e quando tenho inspiração. A única coisa que não admito, é fazer desse espaço um diáriozinho tosco.
Não tenho a menor intenção de falar sobre a minha vida, - se terminei com o namorado ou fui viajar nas férias-, falo sobre assuntos diversos e deixo bem claro que, apesar de ter uma grande parte da Natália em tudo que escrevo, os textos que posto aqui são fictícios, saem diretamente dessa mente complicada e fértil para a tela do computador de vocês!
De acordo com o que foi dito, hoje gostaria de fazer uma constatação e dividir com vocês algo que me intriga há algum tempo.
Já notaram que em filmes, sejam eles americanos ou brasileiros, séries e afins, os adolescentes SEMPRE são interpretados por adultos na faixa dos trinta?!

Eu não sei qual é o problema em contratar um adolescente para interpretar um personagem de idade igual a sua.
Dessa forma seria ainda mais fácil, pois os atores estariam mais próximos da realidade da trama, já que fazem parte do contexto desejado.
Depois dessa observação, constatei que : Trinta é a idade do sucesso!
Sendo assim, garotinhos e garotinhas não se acaem quando chegarem em tal idade, pois você jamais ficará desempregado. Afinal, há tanta gente por aí a procura de jovenzinhos para suas séries infundadas. - Rebelde, Malhação, Isa tkm etc.


P.s: Esse texto foi fruto de uma vontade imensa de postar algo e falta de inspiração no mesmo nível. Espero que não se decepcionem!

11.1.10

Bilhete no espelho



Nunca tive problemas sérios, sempre andei na linha. Meus pais não tinham do que reclamar, era a filha perfeita. - organizada, responsável, focada nos estudos, de poucas amizades.
Durante todo o ensino médio não tive nenhum namorado, nem pretendia ter, até que o Miguel apareceu em minha história.
Nos conhecemos quando estava no primeiro ano da faculdade. Ele era muito atencioso comigo, sentia-me especial ao lado dele.
Passávamos tardes inteiras no parque estudando, ele me ajudava muito e eu também o ensinava. Era divertido e ao mesmo tempo tentador estar com ele.
Três meses se passaram até que eu desse indícios de que poderia acontecer algo, além de amizade, entre nós.
Apesar das roupas novas que comprei, do perfume provocante que passei a usar, dos bilhetes que lhe mandava durante as aulas e dos telefonemas sem propósito, ele não parecia demonstrar nenhum interesse.
Fingia não me importar, mas por dentro estava queimando de raiva. Éramos o par perfeito, tínhamos todos os motivos para dar certo. Por que ele não se arriscava?! Será que aguardava um passo meu?!
Tive cautela por uma semana inteira. Observei-o de longe todos os dias, afastei-me para ver se ele sentiria minha falta. Nada.
Um mês se passou e nem sinal dele. Durante as aulas que tínhamos juntos ele simplesmente não dirigia nem ao menos o olhar a mim. Pensei ter feito algo errado, que o tivesse afastado de tal maneira e resolvi ir até seu dormitório.
Na noite seguinte fui até lá. Bati na porta, ninguém atendeu. Girei a maçaneta e a porta, outrora estática, escancarou-se.
Chamei por ele. Porém, não obtive nenhuma resposta, a não ser o rangido da janela antiga.
Dei-me a liberdade de vasculhar o quarto a sua procura e, infelizmente, não o encontrei.
Já havia desistido, quando um sentimento estranho me fez retornar e dar atenção ao espelho um tanto sujo e levemente trincado, pendurado na parede em frente a cama. Havia um bilhete apressado nele.
Por um minuto achei que seria melhor sair correndo dali, pois estava invadindo sua privacidade. No entanto, poderia ser apenas um lembrete para o dentista ou o telefone do irmão que mora longe.
Pois bem, eu já estava ali, uma olhadinha não mudaria muita coisa...
Aproximei-me a ponto de conseguir ler.
Eis com o que me deparei:

"Conheço- te como a palma da mão,
Conheço tua curiosidade,
Tua confiança no que queres.
Conheço-te mais do que a mim mesmo,
Conheço tua persistência,
Tua sede de amor."

Depois daquele dia permaneci com a dúvida. Não tive coragem de perguntar a ele sobre nós. Afinal, poderia ser para outra mulher, e eu estragaria ainda mais o resquício do sentimento puro que tínhamos.
No ano seguinte, durante uma aula monótona, jogaram um papel dobrado em minha mesa. Não havia sido feito com muito esmero, mas quando abri, ali estava o que esperei quase dois anos para ler:

"Meus bilhetes no espelho serão eternamente seus, se assim quiseres...
Daquele que sente a sua falta...
Miguel."


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Sigo, leio e recomendo!