5.10.09

Baile de Máscaras



Entro no salão e avisto belíssimas fantasias. É possível notar a diversidade entre elas, cada uma com sua peculiaridade. No entanto, três delas me chamam muita atenção.
Suas donas nem sempre ficam juntas. Ora em um canto ora em outro, ora conversando com uma ora falando com outra. Decidi observá-las, tentar entendê-las. Estranho, não?! Saí para me divertir, me distrair, e acabo me atendo a pessoas que nem conheço. No fundo eu sabia que alguma lição eu tiraria daquilo, pois essa curiosidade não poderia ser em vão.
Comecei com a que mais me intrigava. Aquela que não usava de sua fantasia para chamar atenção, como as outras faziam, mas sim, a sua inteligência. Ela conquistava a confiança, na medida do possível, dos que estavam a sua volta, e quando esse estágio terminava, distorcia o que lhe diziam, e em um ato súbito, contava segredos que antes lhe foram confiados. Interprete como quiser, mas para mim isso chama manipulação, diga-se de passagem, feita com muita maestria. E podem me taxar de injusta, no entanto, não sei até que ponto é humana atitude tão traiçoeira.
Partindo para a próxima atração, ou como queiram chamar, me deparo com uma máscara feita com muito esmero, cuidadosamente tecida, pura e simplesmente para chamar atenção. A fantasia, meticulosamente costurada para vidrar os olhos que se atrevessem a observá-la. A partir disso, mostrava-se frágil e amigável, a fim de tornar-se sua mais nova companheira. Contudo, à medida que se afastava, inventava histórias dos novos amigos, colocando-se no papel de vítima. Conquistando assim, mais admiradores para o seu arsenal particular, alcançando com isso muita popularidade.
E por fim, mas não menos importante, minha última atração. Aparentou ter certo cuidado excessivo com a imagem, fazendo com que a fantasia se adequasse à ela, enfatizando suas qualidades.
Até então, não encontrei nada muito singular, nada que realmente me interessasse de fato. Foi preciso um pouco mais de cautela, de paciência para delimitar o perfil superficial com o qual me deparei. Uma pessoa muito contraditória, que prefere aparentar algo que não é para conseguir reconhecimento e amizades.
Ao termino do baile senti-me sobrecarregada de informações, as quais não estava hábil a dissolver. Precisei de algum tempo para compreender a grandiosidade do que acabara de presenciar. Talvez a ignorância, nesse caso, fosse menos dolorosa. No entanto, era necessário uma epifania para, finalmente, enxergar as pessoas de uma outra maneira.

8 comentários:

  1. Acho que consegui identificar as personagens!
    Ficou muito lindo, dona Natália!
    Muito bem escrito! Bem metafórico!
    Adorei! :**

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  2. Nossa,que lindo :O tô te seguindo tá? e obrigada pelo comentário! =*

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  3. São taaantas máscaras, mas acho que em geral vc apontou umas bem 'fodas'
    gostei do jeito que vc usou o texto para atacar, e comparou as mascarás com a personalidade... ficou muito interessante !

    continuarei acompanhando, então continue postando :D

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  4. Pois é, são máscaras que caem, se quebraram,
    e se desfazem ao longo do tempo, deixar os cacos delas pra trás é o que nos compete a fazer, não vale a pena aspirar essa poeira (:

    ~ caraaamba! que alma de escritora *-*
    esse ficou perfeito! adoorei sis (x

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  5. pois é , são tantas máscaras por ae... que temos que estar sempre atentos para nunca cair em uma ciladaa...
    adooorei naty , e acho q indentifiquei tbm..! :D

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  6. ' Mari Grilli16.10.09

    Naty, que perfeição *-*
    Mas uma coisa é certeza, uma hora a máscara cai e quem se prejudicará com certeza serão as pessoas cujas máscaras estavam usando! (:
    Saudade, s2'

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  7. amanda26.10.09

    que texto é esse menina? *.*
    preciso dizer mais uma vez que vc tem dom! super bem escrito mesmo! adorei! :**

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  8. Melhor do que observar é interpretar, e isso você faz com maestria quando escreve.

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