
Ontem fui à livraria e fiquei extremamente chateada. Há algum tempo que estou interessada no livro "O corpo fala" do Pierre Weil, pois a comunicação não-verbal me chama muita atenção. Pedi à atendente que me informasse o preço do livro, e fiquei indignada... Pasmem, R$ 39,00!! Me recuperei do choque e continuei olhando, encantada, às prateleiras...Quando me deparei com o meu sonho de consumo, a Biografia do cantor/poeta mais completo que tive o prazer de "conhecer", Renato Russo. A capa já era um show, aquele tipo de livro que praticamente implora para ser comprado. Vi outra moça por perto e me arrisquei a perguntar o preço, e lá veio outra facada no coração, R$ 50,00! Depois não sabem por que o brasileiro não lê.
Tudo bem, seriam R$ 90,00 muito bem gastos, isso se eu tivesse esse dinheiro... (caso queiram me presentear, tá ai uma dica! )
E, infelizmente, milhares de pessoas já passaram por uma situação similar ou igual a essa, pelo absurdo que cobram pelo conhecimento.
Li em um blog esses dias que o custo dos livros é tão alto porque entramos em um círculo vicioso, em que as pessoas não lêem porque os livros são caros e os livros são caros porque as pessoas não lêem.
Tenho consciência de que a editora, o escritor e sei lá mais quem precisam do lucro das vendas para continuar com suas profissões, mas você não concorda que se os livros fossem mais acessíveis muito mais pessoas comprariam e o lucro seria maior?! Sem falar que para vender bem, o produto precisa chamar a atenção do consumidor. No entanto, na situação em que estamos não seria melhor economizar nos ''badulaques'' e se preocupar mais com o conteúdo?! Afinal, quantos livros você já comprou por adorar a capa e o nível da história foi abaixo de 0?!
Pois é, enquanto o sistema não muda, continuamos adquirindo livros através de promoções, sebos (diga-se de passagem, são uma boa pedida!), ou esperando que nossos amigos compartilhem conhecimento!